Início Distrito Federal Sandro Avelar propõe fechar distribuidoras mais cedo para conter violência no DF

Sandro Avelar propõe fechar distribuidoras mais cedo para conter violência no DF

Da redação do Conectado ao Poder

GDF estuda restringir o funcionamento de distribuidoras de bebidas durante a noite após aumento de crimes em estabelecimentos do tipo

O Governo do Distrito Federal (GDF) avalia antecipar o horário de fechamento das distribuidoras de bebidas como parte de um plano para reduzir a violência, especialmente à noite. A proposta vem sendo analisada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), que identificou relação direta entre crimes e o funcionamento noturno desses locais. Segundo levantamento da Subsecretaria de Gestão da Informação, 20% dos homicídios consumados e tentados em 2024 ocorreram em bares e distribuidoras — número que subiu para 24% quando analisados apenas os meses de janeiro e fevereiro.

O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, afirmou que a medida está em fase de estudo e destacou o apoio da população: “Muitos moradores apoiam a restrição de horário, não só pela violência, mas também pelo incômodo causado por veículos com som alto na porta dos estabelecimentos, o que afeta o descanso e a qualidade de vida das comunidades”. Avelar reforça que a medida pode ser semelhante a ações já adotadas em outras cidades brasileiras e no exterior, que limitaram horários e observaram redução na criminalidade.

Apesar dos dados, a proposta enfrenta resistência entre os comerciantes. Muitos argumentam que nunca presenciaram casos de violência em seus estabelecimentos e que a gestão do ambiente já é suficiente para evitar problemas. Para eles, a questão está mais relacionada à falta de segurança pública do que ao horário de funcionamento das distribuidoras. Além disso, há preocupações sobre os impactos econômicos da medida, com a redução do horário sendo vista como prejudicial tanto para os negócios quanto para os trabalhadores. Defende-se ainda que o comércio legal desempenha um papel importante na geração de empregos e na retirada de pessoas das ruas.

O debate reacende a discussão sobre o papel do Estado na prevenção da violência e os limites entre segurança pública e liberdade econômica. Enquanto autoridades defendem a mudança como forma de conter crimes, comerciantes pedem diálogo e argumentam que medidas mais eficazes seriam o reforço no policiamento e a fiscalização do funcionamento irregular de estabelecimentos.