Da redação
Pressionado pelos resultados abaixo do esperado e por limitações no elenco, o técnico Cuca e a diretoria do Santos traçaram um plano de reforços para a próxima janela de transferências, que abre em julho. O clube pretende contratar até cinco jogadores para corrigir fragilidades detectadas ao longo da temporada. O planejamento ganhou força após tentativas frustradas de contratações anteriores, travadas por resistência de outros clubes e valores considerados altos.
A principal preocupação da comissão técnica está no sistema defensivo. O Santos procurou o zagueiro Nahuel Ferraresi, mas as negociações não avançaram e o jogador acertou com outro clube. Nas laterais, os problemas se multiplicam. Pela direita, o departamento médico acompanha a situação física de Mayke, enquanto Igor Vinícius segue à disposição. Na esquerda, a grave lesão de Vinícius Lira deixou apenas Escobar como opção imediata, com Rafael Gonzaga promovido da base em caráter emergencial.
Além disso, o Santos sondou Juninho Capixaba, atualmente no Red Bull Bragantino, para a lateral esquerda, mas recuou após considerar alta a pedida financeira feita pelo clube. A diretoria, liderada por Marcelo Teixeira, adota postura cautelosa para evitar disputas inflacionadas e busca equilibrar a necessidade esportiva com a responsabilidade financeira, em meio a um momento delicado fora de campo.
O ataque também preocupa Cuca, que considera necessário trazer ao menos dois pontas para reforçar o setor. Segundo a avaliação da comissão técnica, jogadores como Rony, Moisés e Benjamín Rollheiser não têm mantido regularidade, tornando necessária a chegada de novas opções para elevar o desempenho ofensivo do time.
Até a abertura da janela, o Santos só pode contratar atletas sem vínculo com outros clubes, o que limita soluções imediatas. A prioridade do clube é reorganizar as finanças e estruturar o elenco para o restante da temporada, buscando respostas rápidas dentro de campo.






