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São Paulo investiga feminicídio e registra aumento de 41% nos casos em 2024

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Da redação

Uma mulher de 22 anos foi morta a tiros na noite de terça-feira (26), no bairro de Tremembé, zona norte de São Paulo. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ela foi baleada pelo ex-companheiro, de 52 anos, que, segundo a polícia, fugiu após o crime.

Policiais militares e equipes de resgate foram acionados, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado no local. Conforme informações oficiais, o suspeito pelos disparos ainda não foi localizado até o momento e é considerado procurado pelas autoridades.

Durante a investigação inicial, dois aparelhos celulares foram apreendidos na cena do crime. O caso foi registrado no 73º Distrito Policial do Jaçanã como feminicídio, violência doméstica e localização/apreensão de objeto. A Polícia Civil segue com diligências para encontrar o suspeito.

Além desse caso na capital paulista, o estado de São Paulo registra aumento nas ocorrências de feminicídio. Segundo dados da SSP, houve 86 vítimas desse crime nos primeiros três meses deste ano, número que representa alta de 41% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 61 vítimas.

Também cresceu o descumprimento de medidas protetivas de urgência. Entre janeiro e março deste ano, foram registrados 3.020 casos, aumento de 31,9% em relação ao ano anterior. Os casos de lesão corporal dolosa contra mulheres chegaram a 19.249, ante 17.926 nos três primeiros meses de 2025, alta de 7,4%.

O feminicídio é investigado pela Polícia Civil como agravado por violência doméstica, conforme prevê a legislação brasileira. O aumento nas estatísticas chamou atenção de entidades civis e autoridades públicas, que acompanham as investigações e monitoram os dados da segurança no estado.