Da redação
A saúde é a principal preocupação dos portugueses, concentrando 55% das menções entre os maiores problemas enfrentados no país, segundo o primeiro Barómetro da Lusofonia, divulgado nesta quarta-feira, 28 de janeiro, na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa. O índice supera a média dos oito países da CPLP, que é de 53%. Em Portugal, a educação vem em segundo lugar (35%), seguida pela economia (22%) e imigração (17%). Apenas 9% dos portugueses citaram o desemprego como preocupação.
O coordenador do estudo, António Lavareda, afirmou à ONU News que tal resultado revela que, apesar das condições de saúde serem melhores em Portugal do que em outros países lusófonos, problemas mais graves em outras áreas fazem com que a saúde não lidere a lista de preocupações nesses países.
Entre os demais países, a saúde (53%), educação (43%) e desemprego (34%) despontam como principais desafios. Na Guiné-Bissau, saúde (85%) e educação (78%) atingem os maiores índices do estudo. Em Angola, destacam-se educação (53%), saúde (48%) e desemprego (45%). Cabo Verde tem o desemprego como maior preocupação (60%), seguido por saúde (55%) e violência (47%).
No Brasil, os principais problemas apontados são saúde (45%), violência (40%) e educação (35%). O levantamento revela ainda que Portugal é visto como destino preferencial de imigração pelos cidadãos dos países analisados e que o futebol português desperta o maior interesse esportivo, com 54% das menções, à frente do brasileiro (31%).
O Barómetro da Lusofonia é coordenado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Económicas (Ipespe), de São Paulo, com o apoio do PNUD e outras instituições, e será realizado a cada dois anos para analisar indicadores de democracia, desenvolvimento e identidade cultural nos países de língua portuguesa.





