Da redação
O ex-piloto Michael Schumacher apresentou evolução em seu estado clínico e já não permanece totalmente acamado, segundo informações do jornal espanhol Marca. A publicação cita apurações de jornalistas europeus próximos à família Schumacher, incluindo fontes médicas e pessoas que trabalham na residência em Maiorca, onde o alemão passa parte do tratamento. O estado de saúde do heptacampeão segue sendo tratado com extremo sigilo.
Schumacher continua recebendo assistência médica 24 horas por dia. Sua esposa, Corinna, coordena pessoalmente uma equipe de profissionais que acompanha o ex-piloto, mantendo o tratamento domiciliar e restringindo o acesso a ele. Mesmo com avanços, Schumacher ainda convive com severas limitações motoras e cognitivas.
De acordo com o Marca, Schumacher já consegue utilizar a cadeira de rodas em alguns momentos, indicando progresso em relação aos estágios iniciais pós-acidente, quando estava completamente imóvel e dependente de aparelhos. Contudo, seu quadro neurológico impõe restrições significativas: ele entende parte do que ocorre ao redor, mas não consegue assimilar todas as informações. A comunicação permanece limitada, ocorrendo por meio de sinais sutis ou piscadas.
Desde o acidente em 29 de dezembro de 2013, Schumacher não voltou a aparecer em público. Sua família mantém forte proteção à imagem do ex-piloto e limita o acesso ao círculo íntimo, composto por Corinna, os filhos Mick e Gina, médicos e cuidadores. Amigos próximos, como o ex-chefe da Ferrari Jean Todt, apenas comentam o quadro em raras ocasiões, sempre de forma discreta.
O acidente ocorreu enquanto Schumacher esquiava em Méribel, nos Alpes franceses, ocasionando traumatismo craniano mesmo com capacete. Ele passou meses em coma induzido e foi transferido do Hospital Universitário de Grenoble para um centro de reabilitação em Lausanne (Suíça), e, depois, para tratamento permanente em casa. A família evita divulgar boletins e reforça a necessidade de privacidade, sem projeção de retorno à vida pública.





