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Secretaria de Saúde do DF nega negligência em mortes de gestantes no HRSam


Da redação

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que duas gestantes morreram no Hospital Regional de Samambaia após complicações relacionadas ao parto. O secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, afirmou que não houve negligência por parte das equipes médicas e esclareceu que os pedidos das pacientes para cesariana não foram atendidos para evitar agravamento dos quadros clínicos, de acordo com avaliação médica.

A primeira morte, de Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, ocorreu durante trabalho de parto. Segundo Lacerda Júnior, a paciente foi admitida na unidade, teve o protocolo de indução do parto seguido e sofreu atonia uterina durante a cesariana, levando a uma hemorragia fatal após tentativas de controle, incluindo histerectomia. A filha de Maria Graciana nasceu com vida e permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva.

No segundo caso, Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, morreu após o parto, também no Hospital Regional de Samambaia. Conforme relatório médico, Maria Aparecida desenvolveu sangramento nasal no pós-parto, suspeita de distúrbio de coagulação e hemorragia maciça. O secretário relatou que foram adotadas todas as medidas cabíveis e destacou que quadros de distúrbio de coagulação são de difícil reversão, sendo a cesariana evitada para não agravar o quadro.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga as mortes, acompanhadas também pelo Ministério da Saúde. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou apuração rigorosa, reforçou a prioridade dos casos e afirmou que imagens do sistema de monitoramento serão compartilhadas com familiares e investigadores. O Ministério da Saúde destacou a importância do acompanhamento pré-natal para prevenir complicações.