Início Distrito Federal Secretário executivo da SSP detalha estratégia para combater furtos no carnaval

Secretário executivo da SSP detalha estratégia para combater furtos no carnaval

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Da redação

Para reforçar o combate ao furto de celulares e ao assédio durante o carnaval, o secretário executivo de Segurança Pública do Distrito Federal (DF), Alexandre Patury, anunciou novas medidas para a festa deste ano. Em entrevista ao CB.Poder – parceria do Correio com a TV Brasília – Patury destacou a importância das revistas da Polícia Militar tanto na entrada quanto na saída dos blocos. Segundo ele, a implementação de linhas de revista desde 2023 já resultou no recolhimento de centenas de objetos cortantes.

A principal inovação deste ano é a revista dos foliões também na saída dos eventos, medida ainda em fase experimental, destinada a coibir o roubo de celulares. “Precisamos do apoio da população para mostrar o celular já desbloqueado. Não queremos nenhuma informação do aparelho, apenas que mostrem que é daquela pessoa”, explicou o secretário. Ele enfatizou que a maioria dos crimes ocorre por oportunidade em meio à multidão, com 70% das ocorrências sendo furtos de celulares.

Outra novidade é a Sala Lilás, van itinerante criada pela Polícia Militar do DF, para oferecer acolhimento psicológico e multidisciplinar a vítimas de assédio sexual. “O agressor vai perder o carnaval dele, porque todos os agentes estão orientados a pegá-lo e levá-lo até a delegacia”, afirmou.

Além das ações no carnaval, Patury abordou o impacto do furto de cabos de energia e a vulnerabilidade trazida pela má iluminação pública em áreas como Asa Norte e Noroeste. Ele destacou que presos chegam a ser detidos até 15 vezes por esse tipo de crime, e defendeu mudanças tanto na legislação quanto na assistência social, incluindo o tratamento compulsório de dependentes químicos.

No Plano Piloto, o secretário classificou como alarmante o número de pessoas em situação de rua: cerca de 1.000 em uma população de 1 milhão de habitantes, com aproximadamente 73% das mortes em 2024 e 2025 envolvendo essa parcela da população.