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Secretário-geral da ONU reitera apoio aos direitos do povo palestino


Da redação

A Organização das Nações Unidas realizou nesta terça-feira, em Nova Iorque, uma sessão do Comitê para o Exercício dos Direitos do Povo Palestino. O secretário-geral António Guterres reiterou o compromisso internacional com a plena realização dos direitos dos palestinos, destacando a urgência de avanços concretos para a paz, diante da piora constante da situação nos Territórios Palestinos Ocupados.

Ao marcar 50 anos do Comitê, Guterres ressaltou a defesa contínua do direito do povo palestino à autodeterminação. Segundo ele, o início de 2025 representa um momento crítico, que pode significar avanços para a paz ou agravamento do conflito. O secretário-geral também lembrou a Declaração de Nova Iorque, aprovada pela Assembleia Geral, como roteiro prático para a solução de dois Estados, reforçada pela Aliança Global criada para esse objetivo.

Guterres descreveu a situação em Gaza como extremamente frágil, informando que, desde o acordo de outubro, mais de 500 palestinos morreram. Ele pediu implementação total do acordo, máxima contenção e respeito ao direito internacional. Segundo Guterres, é fundamental garantir a entrada rápida e sem obstáculos da ajuda humanitária, inclusive pela passagem de Rafah, e advertiu que a suspensão de ONGs internacionais agrava o sofrimento dos civis.

Na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, o secretário-geral expressou preocupação com a expansão de assentamentos, demolições e deslocamentos forçados. Em 2025, mais de 37 mil palestinos foram deslocados e foi registrado um recorde de violência por parte de ocupantes de colonatos israelenses. Ele alertou para o impacto do projeto de 3.401 novas moradias na área E1, que ameaça a continuidade territorial e a viabilidade da solução de dois Estados.

Guterres reafirmou apoio à UNRWA, agência da ONU de assistência aos refugiados palestinos, e condenou leis aprovadas em Israel que dificultam seu funcionamento. O chefe da ONU concluiu pedindo o fim da ocupação e a realização dos direitos inalienáveis do povo palestino, defendendo que apenas a solução de dois Estados poderá trazer uma paz justa e duradoura para palestinos e israelenses.