Da redação
O novo líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, fez um pronunciamento escrito nesta sexta-feira (20), direcionado ao presidente Masoud Pezeshkian, sobre a situação militar do país. Em texto publicado na rede social X, Khamenei pediu “a retirada da segurança dos inimigos” internos e externos e lamentou a morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib, vítima de bombardeio israelense anteontem, confirmada pela mídia local.
Motjaba Khamenei destacou que a vaga do ministro deverá ser preenchida “com esforço redobrado” e chamou Khatib de mártir, prestando condolências à família e colegas. Ele também pediu que o legado do ministro fosse mantido, em mensagem divulgada pela agência estatal IRNA. “Por meio desta, expresso minhas condolências a Vossa Excelência, ao estimado gabinete, aos colegas do Ministério da Inteligência e, em especial, à família do honrado, trabalhador e veterano de guerra, Hojjat al-Islam Seyyed Esmail Khatib, que a paz de Deus esteja com ele”, afirmou.
Khamenei, filho do ex-líder Ali Khamenei, ainda não apareceu em vídeo, fotos ou áudio desde o início da guerra. Segundo informações do embaixador iraniano no Chipre ao jornal The Guardian e do filho do presidente iraniano, Yousef Pezeshkian, no Telegram, Motjaba foi ferido no ataque aéreo que matou o pai e outros familiares. O comunicado deste dia 20 veio poucas horas após a confirmação da morte do porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, e do vice-diretor de relações públicas, também em bombardeio.
Motjaba foi anunciado líder supremo uma semana após a morte do pai, Ali Khamenei, assassinado em operação conjunta de Israel e Estados Unidos no dia 28 de fevereiro. Seu nome foi oficializado em 8 de março.
Com influência nos bastidores do regime iraniano, Motjaba nasceu em 1969 e é próximo da Guarda Revolucionária. Segundo Karim Sadjadpour, do Fundo Carnegie para a Paz Internacional, Motjaba simboliza a continuidade do regime: “Nunca ocupou cargo eletivo, tem praticamente nenhuma presença pública e é conhecido por seus vínculos com a Guarda Revolucionária”.







