Da redação
Seis pessoas, incluindo oficiais da Força Aérea Boliviana (FAB), morreram neste domingo, 21, após a queda de um avião em missão de reconhecimento na região montanhosa do centro da Bolívia. O acidente ocorreu durante uma operação de patrulhamento aéreo na rota entre La Paz e Cochabamba, após semanas de protestos com bloqueios de estradas.
Conforme comunicado da FAB, a informação sobre o falecimento dos ocupantes é preliminar e foi baseada em relatório das equipes de busca e resgate, que não encontraram sobreviventes no local do acidente. O coronel da polícia Wilson Flores confirmou que as seis pessoas a bordo foram vítimas fatais. O número exato de mortos não foi especificado oficialmente pela FAB até o momento.
A aeronave, um Cessna, realizava patrulhamento em trechos da estrada entre La Paz e Cochabamba, que seguia bloqueada por manifestantes, mesmo após o governo ter decretado estado de exceção no sábado, 20. Os bloqueios fazem parte de protestos sindicais que já duram mais de 50 dias, com exigências de renúncia do presidente Rodrigo Paz.
Segundo a FAB, o avião executava um “voo de apoio de ação cívica na rota La Paz-Cochabamba” quando perdeu contato com a base. Diante da falta de comunicação, autoridades iniciaram as buscas com equipes terrestres. O acidente ocorreu nas proximidades da área denominada Sayari, conforme detalhou o coronel Flores.
Apesar de os bloqueios de estradas terem sido suspensos em grande parte do território boliviano, persistiam ainda em regiões de Cochabamba. Os protestos nessas áreas são liderados por sindicatos de cocaleros ligados ao ex-presidente Evo Morales, a quem, de acordo com o porta-voz presidencial José Luis Gálvez, o governo acusa de incentivar manifestações “desestabilizadoras”.
Os protestos começaram em resposta a demandas dos sindicatos, agravando a crise política no país e levando à adoção de medidas de emergência pelo governo. As autoridades informaram que uma junta investigadora já foi ativada para esclarecer as causas do acidente aéreo.





