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Sem criticar regime, Brasil lamenta mortes no Irã e diz que cabe aos iranianos decidir futuro do país


Da redação

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou preocupação diante das manifestações no Irã e da repressão do regime, responsável por mais de 2.000 mortes, segundo uma ONG de direitos humanos. O Itamaraty informou, nesta terça-feira (13), que não há registro de brasileiros mortos ou feridos no país.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou: “Ao sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo.”

A repressão intensificada nas últimas horas ocorre desde o início dos protestos em 28 de dezembro, quando comerciantes do Bazar de Teerã começaram a demonstrar insatisfação com a desvalorização do rial, a moeda local, e a inflação crescente.

No domingo (11), a estimativa de mortos variava entre 100 e 200 pessoas, crescendo para 500 até o fim daquela noite. Dois dias depois, o número já chegava a 2.000, quadruplicando nesse período.

O governo de Teerã não divulga balanço oficial de mortos — manifestantes ou membros das forças de segurança. Um funcionário do regime confirmou a cifra de 2.000 vítimas à agência Reuters, atribuindo a escalada da violência a supostos “terroristas”.