Da redação
O Senado aprovou, na quarta-feira, 10 de julho, a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves para o cargo de corregedor nacional de Justiça. Gonçalves comandará o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no biênio 2026-2028, após receber 53 votos favoráveis e 16 contrários.
Benedito Gonçalves acumula mais de 50 anos de trajetória no serviço público, tendo trabalhado como inspetor de escolas, papiloscopista da Polícia Federal e delegado da Polícia Civil antes de ingressar na magistratura. Sua atuação na Justiça começou apenas aos 34 anos, após aprovação em concurso para a Justiça Federal do Rio Grande do Sul.
Ao longo da carreira, também exerceu funções no Rio de Janeiro e no Paraná. Em 1998, Gonçalves foi promovido a desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). No dia 28 de agosto de 2008, ascendeu ao STJ, tornando-se o único ministro negro entre os 33 integrantes do tribunal.
Durante a tramitação da indicação, o relator senador Cid Gomes (PSB-CE) ressaltou a origem humilde do ministro, afirmando: “O ministro Benedito é filho de um pedreiro e de uma servente lavadora, de origem humilde, negro, da periferia do Rio de Janeiro. Estudou com toda dificuldade, prestou concurso público e ascendeu ao Superior Tribunal de Justiça”, declarou.
O nome de Gonçalves enfrentou pouca resistência na Comissão de Constituição e Justiça, com 21 votos favoráveis e cinco contrários. A aprovação no plenário contou com esforço concentrado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Anteriormente, a votação chegou a ser adiada pela ausência de quórum adequado.
No passado recente, Gonçalves teve seu nome associado a um evento de degustação de uísque promovido pelo banqueiro Daniel Vorcaro, com custo estimado em R$ 3,3 milhões. O CNJ, que será comandado por Gonçalves, atua na fiscalização administrativa, financeira e disciplinar do Judiciário, com atribuições de investigação e padronização de procedimentos.





