Da redação
Adrielle Barbosa de Aquino, de 27 anos, garçonete e mãe de duas crianças, trabalha de segunda a sábado em um restaurante no centro do Rio de Janeiro. Como outros profissionais da escala 6×1, ela tem apenas o domingo de folga, o que considera insuficiente para conciliar tarefas pessoais e familiares.
Segundo Adrielle, a ausência de mais um dia livre a obriga a faltar ao trabalho para cumprir compromissos inadiáveis. Ela afirma: “Um dia para resolver mil coisas e a gente fica perdida. Ainda mais quando a gente é mãe. É pesado!”. Quando precisa resolver algo fora do domingo, enfrenta desconto no salário.
A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 pelo Senado Federal foi vista por trabalhadores como Adrielle e Yasmin Nascimento, auxiliar administrativa de uma clínica, como uma possível melhoria. Yasmin declarou: “É mais um dia de folga com a sua família, mais um dia que a gente pode usar para trabalhar, estudar. Fiquei muito feliz porque essa PEC foi aprovada”.
De acordo com pesquisa da Nexus realizada em fevereiro deste ano, 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1. Cristiane Wandermuren, ajudante de cozinha no centro do Rio de Janeiro, também comentou sobre a aprovação da medida.




