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Senado aprova projeto que garante protetores auditivos gratuitos para estudantes com autismo

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Proposta do senador Mecias de Jesus assegura acessibilidade para pessoas com TEA nas redes pública, privada e no ensino profissionalizante

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (4), o PL 432/2025, de autoria do líder do Republicanos no Senado, Mecias de Jesus, que dispõe sobre o fornecimento gratuito de protetores auriculares para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em instituições de ensino públicas, privadas e profissionalizantes.

“Esse projeto nasce da escuta das famílias e da realidade de milhares de estudantes com TEA que sofrem com a hipersensibilidade auditiva. Um protetor auricular é algo simples, mas pode significar permanência em sala de aula, mais concentração e mais dignidade. Inclusão de verdade é garantir condições reais de aprendizado”, defende o senador Mecias.

A matéria foi relatada pelo senador Astronauta Marcos Pontes do PL – SP e aprovada na forma de substitutivo.

Medida simples, impacto direto no aprendizado

O projeto altera a Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana) para incluir o fornecimento dos protetores auriculares como ferramenta de acessibilidade educacional. Pessoas com TEA frequentemente apresentam sensibilidade elevada a ruídos, o que pode gerar crises, desconforto intenso e dificuldade de concentração em ambientes escolares.

Com a proposta, escolas e instituições de ensino passam a contar com um instrumento objetivo para reduzir estímulos sonoros excessivos, favorecendo a permanência do aluno em sala e melhorando o rendimento pedagógico.

O texto aprovado também prevê que a implementação poderá ocorrer por meio de parcerias com entidades públicas, privadas e organizações da sociedade civil, o que ajuda a viabilizar a política sem sobrecarregar os sistemas educacionais.

Tramitação

Apresentado em 2025, o PL 432 avançou com parecer favorável na Comissão de Direitos Humanos. Com a aprovação do substitutivo, a matéria segue agora para a CAE, onde será analisado o impacto orçamentário, e depois para a Comissão de Educação, responsável pela avaliação do mérito educacional.

Após essas etapas, o projeto poderá retornar ao Plenário do Senado. Para o líder do Republicanos, a proposta reforça uma agenda concreta de inclusão.

“Não estamos falando de discurso, estamos falando de solução prática. Nosso foco é garantir que nenhuma criança ou jovem seja afastado da escola por falta de adaptação do ambiente. Educação acessível é direito, não favor”, afirma Mecias.