Da redação
Na noite de 29 de abril de 2026, o Senado Federal rejeitou, por 34 votos favoráveis — sete a menos que o mínimo necessário —, a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A votação histórica ocorreu em Brasília, às 19h07, após quase cinco meses de expectativa e intenso acompanhamento político.
O clima era de tensão no plenário, que registrou a presença de 77 dos 81 senadores, além de deputados, assessores e dezenas de jornalistas. Márcio Bittar (PL-AC) revelou o ambiente: “Meu coração está acelerado”. Davi Alcolumbre (União-AP) demonstrava pressa para encerrar a longa espera pela apreciação da indicação de Messias ao STF.
O resultado negativo surpreendeu muitos e levou a reações distintas. Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, expressou-se efusivamente, enquanto Eliziane Gama (PT-MA) declarou estar “impactada”. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, preferiu cautela e afirmou que o desfecho foi um “reposicionamento do Senado perante a opinião pública”.
Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, reconheceu a dificuldade, dizendo: “Desde o começo, tínhamos ciência de que seria difícil”. O relator Weverton Rocha (PDT-MA) atribuiu o resultado ao contexto eleitoral, interpretando o voto como um recado dos senadores, e reiterou que Messias nada tinha a ver com o processo eleitoral.
Dentro e fora do plenário, oposicionistas comemoraram, com deputados gravando vídeos e declarando, nas redes, “o fim do governo Lula”. Na sala onde Messias acompanhava a votação, o clima era de decepção. O ministro Wellington Dias esteve presente para votar, enquanto Cezinha da Madureira (PL-SP) comentou: “Ele está tranquilo”.
Esta foi a primeira vez, desde o governo Floriano Peixoto, há mais de 130 anos, que um indicado ao STF foi rejeitado pelo Senado. Messias, que aguardou desde novembro pela sabatina, deixou o Congresso sem falar em festa, buscando explicações junto ao presidente Lula após a derrota inédita.






