Da redação
O senador Angelo Coronel (PSD-BA) anunciou neste sábado (31) que vai se desfiliar do PSD nas eleições de outubro, ampliando a pressão sobre o PT e aumentando a tensão na base do presidente Lula (PT) na Bahia. O movimento ocorre durante articulações do PT para formar uma chapa exclusiva no estado, cotando para o Senado o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, ambos ex-governadores.
Na quarta-feira (28), Coronel e seu filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD-BA), reuniram-se em São Paulo com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, para expor insatisfações. Na reunião, Coronel criticou o PT baiano e propôs que o PSD fique fora da coligação de Jerônimo Rodrigues (PT) caso não seja contemplado na chapa. A ação causou atrito com o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente estadual do partido e aliado histórico.
Kassab indicou que a decisão sobre os rumos do PSD na Bahia caberá a Otto Alencar, que reafirmou o apoio à chapa de Jerônimo Rodrigues e descartou candidatura avulsa ou aliança com a oposição. Otto também afirmou que a maioria dos deputados e prefeitos do partido defende a manutenção da coligação com o PT.
Angelo Coronel declarou que insistirá na candidatura ao Senado, mesmo que precise buscar outra legenda. Segundo ele, o PSD adota posição “incoerente” ao articular candidatura própria à Presidência e manter aliança com o PT na Bahia. O senador diz não se sentir acolhido pela militância petista e reconhece o estremecimento da relação.
No PT, a avaliação é que uma chapa com Jerônimo, Wagner e Rui Costa teria mais força política. Lideranças petistas dizem que Coronel foi ausente na campanha de Jerônimo em 2022 e em votações importantes. Ainda assim, o partido ofereceu suplência e outros cargos para mantê-lo, mas Coronel segue irredutível em sua decisão.






