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Senador Marcio Bittar critica ONGs e políticas ambientais na Amazônia e no Acre

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Da redação

O senador Marcio Bittar (PL-AC) fez críticas à atuação de organizações não governamentais na Amazônia durante pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira, 25. Segundo ele, o debate sobre a região desconsidera as condições de vida de seus moradores e se concentra apenas em questões ambientais.

De acordo com Bittar, nas últimas décadas, o modelo de preservação imposto na Amazônia restringiu atividades econômicas em terras indígenas e reservas extrativistas sem propor alternativas de renda. O senador destacou que projetos destinados a autorizar atividades econômicas nessas áreas tramitam há anos no Congresso, sem avanços significativos.

Bittar afirmou que o principal parâmetro utilizado para avaliar políticas na região é a quantidade de floresta mantida em pé, enquanto a situação dos 28 milhões de habitantes da Amazônia é pouco abordada. “Há um domínio das ONGs na mídia brasileira, que esconde a realidade dura, cruel, de uma região que hoje virou a região mais pobre do Brasil”, declarou.

O parlamentar também direcionou críticas às gestões do Partido dos Trabalhadores no Acre e às políticas ambientais defendidas pela ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Segundo ele, tais políticas contribuíram para o empobrecimento do estado, citando como indicadores o aumento da violência, a pobreza e a migração de moradores para outras regiões.

Durante o pronunciamento, Marcio Bittar ressaltou que, nos 20 anos de governo do PT no Acre, o estado apresentou o menor crescimento do PIB entre as unidades da federação do Norte. “Perdemos para todos os outros estados do Norte. Quando terminou o governo do PT no Acre, 50,1% da população era pobre”, afirmou.

A Amazônia abriga, segundo dados citados pelo senador, aproximadamente 28 milhões de brasileiros. O debate sobre o desenvolvimento econômico e social da região permanece em pauta no Congresso, especialmente no que diz respeito à busca por alternativas que conciliem preservação ambiental e geração de emprego e renda.