Da redação
O senador Paulo Paim afirmou nesta terça-feira, 13, no Plenário do Senado, que a abolição da escravidão no Brasil permanece “inconclusa”. O pronunciamento ocorreu durante a lembrança dos 138 anos da assinatura da Lei Áurea. Segundo ele, persistem desigualdades que afetam a população negra, especialmente nos campos do emprego, violência e salário.
Durante o discurso, Paim ressaltou que, após 1888, a população negra foi marginalizada, sem acesso adequado a saúde, educação, moradia, emprego e dignidade. O senador declarou: “Não há nação com racismo, não há democracia com racismo, não há vida com racismo”.
Para embasar suas afirmações, o parlamentar citou dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Atlas da Violência de 2024, indicando que negros formam o grupo mais afetado por desemprego, diferenças salariais e altos índices de homicídios no Brasil.
Paim defendeu o fortalecimento e a ampliação de políticas públicas voltadas à inclusão social e ações afirmativas. Ele destacou avanços já implementados, como o Estatuto da Igualdade Racial e a Lei de Cotas, e propôs novas medidas para reduzir as desigualdades persistentes.
Entre as propostas do senador, estão a redução da jornada de trabalho e o fim do regime de escala 6×1. Segundo ele, essas ações poderiam garantir maior acesso a direitos e melhorar as condições de vida da população negra e de outros grupos historicamente vulneráveis.
O senador concluiu o pronunciamento enfatizando que deseja qualidade de vida e uma jornada de trabalho decente para todos, incluindo negros, brancos, indígenas, quilombolas, mulheres e idosos. Acrescentou o pedido de aprovação do fim da jornada 6×1 no Congresso Nacional.






