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Senadores cobram da Meta maior rastreabilidade e proteção contra golpes


Da redação

Durante depoimento nesta terça-feira (24) à CPI do Crime Organizado, senadores cobraram da Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ações mais eficazes para rastrear conteúdos ilícitos e proteger usuários vítimas de golpes. Eles pediram proteção e reparação mesmo sem decisão judicial e criticaram a ausência de métricas detalhadas sobre o combate a golpes no Brasil.

O relator Alessandro Vieira (MDB-SE) destacou dados do Anuário de Segurança Pública que apontam 56 milhões de brasileiros vítimas de golpes online por ano, com prejuízo acima de R$ 50 bilhões. Vieira questionou a falta de estatísticas detalhadas e acusou a empresa de transferir a responsabilidade aos usuários, mencionando relatório da Reuters segundo o qual 10% da receita da Meta vem de propagandas falsas.

Yana Dumaresq, diretora da Meta para Política Econômica na América Latina, afirmou que mais de 90% das remoções neste ano ocorreram antes de denúncias, por meio de monitoramento automatizado, e negou omissão, defendendo investimentos em automação, inteligência artificial e machine learning. Ela assegurou que a Meta retém dados conforme a legislação brasileira.

Senadores citaram exemplos de golpes via WhatsApp Business, propagandas de jogos de azar ilegais, e criticaram a confusão gerada pelo selo pago Meta Verified. Dumaresq esclareceu que o selo não interfere na veracidade das contas, servindo para ampliar a segurança com mais informações dos usuários.

Sobre exploração sexual infantil, foi citado relatório de 2020 que aponta a liderança do Facebook e Instagram em casos de aliciamento. Dumaresq disse que a questão é prioridade, com equipes dedicadas, automação, parceria com autoridades e sociedade civil. Segundo ela, 134 milhões de anúncios fraudulentos foram removidos globalmente em 2025, e quase 12 milhões de contas criminosas desarticuladas no ano passado.

Com informações da Agência Senado.