Da redação
O presidente do Tribunal do Júri iniciou, às 22h37 deste sábado (18/4), a leitura da sentença dos cinco réus acusados da maior chacina já registrada no Distrito Federal. A leitura marca o desfecho de um julgamento que mobilizou a capital federal e ganhou projeção nacional devido à brutalidade e ao impacto do crime.
A sala de audiência do Fórum de Planaltina-DF recebeu parentes das 10 vítimas assassinadas, todas da mesma família, em um ambiente de forte comoção e expectativa pelo resultado após dias de julgamento. O caso chocou o país pela morte de três gerações de uma única família.
Os cinco acusados respondem por crimes como homicídio qualificado, ocultação de cadáver, roubo e associação criminosa. Gideon Batista é apontado como mentor dos assassinatos e foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, entre outros crimes. Horácio Carlos responde por homicídio quadruplamente qualificado, triplamente e duplamente qualificado, bem como ocultação e destruição de cadáver, além de outras acusações. Carlomam dos Santos também responde por homicídio em diferentes qualificadoras, além de ameaça com uso de arma.
Carlos Henrique Alves da Silva foi denunciado por homicídio duplamente qualificado e sequestro e cárcere privado. Já Fabrício Silva Canhedo responde por extorsão mediante sequestro, associação criminosa, roubo e fraude processual.
Do lado de fora, o tribunal foi mantido sob forte esquema de segurança, enquanto a sociedade acompanhava o encerramento do que é considerado um dos episódios mais violentos da história recente do Distrito Federal.






