Da redação
O senador Sérgio Moro (PL-PR) criticou nesta terça-feira, 19, a substituição do delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações sobre possíveis fraudes em descontos para aposentados e pensionistas do INSS. O parlamentar manifestou preocupação com a decisão, que ocorreu durante a apuração das suspeitas.
De acordo com Moro, o delegado Guilherme Figueiredo Silva demonstrava independência na condução das diligências relacionadas ao caso. Ele afirmou que a substituição causa “perplexidade”, especialmente pelo fato de o policial estar no comando de investigações que incluíam suspeitas envolvendo familiares de autoridades.
O senador declarou que espera explicações claras sobre a troca de comando dentro da Polícia Federal. Segundo ele, “a sociedade precisa confiar que apurações sensíveis como essa tenham pleno respaldo institucional”. Moro salientou ainda que mudanças em postos estratégicos durante investigações costumam ser alvo de atenção por parte de órgãos de controle e da opinião pública.
A investigação da PF apura indícios de fraudes nos descontos aplicados na folha de pagamento de beneficiários do INSS, afetando diretamente aposentados e pensionistas. Conforme informado, vários procedimentos estavam em andamento sob a responsabilidade do delegado Figueiredo Silva antes da sua substituição.
Moro acrescentou que “o país não pode tolerar pressões políticas ou interferências em investigações criminais”. Ele cobrou transparência por parte das autoridades envolvidas nas mudanças internas da Polícia Federal e reforçou a importância da continuidade das apurações sem interrupções que possam comprometer o andamento dos inquéritos.
Casos de descontos indevidos vêm sendo monitorados por órgãos de fiscalização nos últimos meses, tendo o INSS anunciado recentemente medidas para reforçar a segurança dos pagamentos. A discussão sobre a autonomia de servidores federais em investigações tem gerado debate também em outras instâncias do poder público.





