Início Distrito Federal Siese, Sindloc e Sindauto definem presidentes para mandato até 2030

Siese, Sindloc e Sindauto definem presidentes para mandato até 2030

Os sindicatos empresariais que representam os sistemas eletrônicos de segurança, as locadoras de veículos e as autoescolas redefiniram suas diretorias para mandatos até 2030. Duas entidades reconduziram seus presidentes. Perseu Iuata segue à frente do Siese-DF e Júlio Ribal continua na presidência do Sindiloc-DF. Já no Sindauto-DF, Marcus Viturino assume o cargo no lugar de Joaquim Loiola, que permanece na diretoria como vice-presidente.

Sistemas eletrônicos de segurança (Siese-DF)
O segmento de sistemas eletrônicos de segurança reúne cerca 350 empresas no DF. Esses empreendimentos trabalham com instalação, monitoramento e manutenção de equipamentos modernos de vigilância.

Perseu avalia que os últimos quatro anos foram marcados pelo fortalecimento institucional e pela aproximação entre empresários, distribuidores e fabricantes do setor. Segundo ele, um dos principais marcos da gestão foi a consolidação do Encontro das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do DF, evento anual que vem crescendo em número de participantes e parceiros. “O nosso papel principal foi unir os empresários e trazer também para perto os parceiros comerciais. A cada edição do encontro, ampliamos a participação e apresentamos o que há de mais avançado em tecnologia”, afirma.

Entre os temas que ganharam destaque estão os avanços da inteligência artificial aplicada aos sistemas de segurança e as mudanças legislativas que impactam diretamente o setor. Ele menciona a sanção da nova Lei de Segurança Pública e Privada, atualmente em fase de regulamentação junto à Polícia Federal, que passa a incorporar o segmento de sistemas eletrônicos.

Outro debate envolve a lei das portarias virtuais, aprovada no ano passado na CLDF. Atualmente a medida vale apenas para condomínios habitacionais que não excedam 45 residências. “Isso é um retrocesso. Em todo o Brasil, a medida vale para qualquer tipo de condomínio. Por isso estamos trabalhando para derrubar essa regra que prejudica nosso segmento”, explica Perseu.

Para o novo mandato, a prioridade será enfrentar o déficit de mão de obra qualificada. “Vivemos um apagão de profissionais no setor, principalmente na área técnica e de instalações. Precisamos investir na formação e atrair novos talentos”, destaca. A entidade também pretende ampliar a participação das empresas em projetos ligados a cidades inteligentes, fortalecendo a integração tecnológica na capital.

Locadoras de veículos (Sindloc)
O setor de locação de veículos também possui presença consolidada na economia local. Com mais de 5,7 mil empresas no DF, o segmento reúne pequenas e grandes locadoras, além de operadoras que atuam no serviço de transporte de passageiros com motoristas.

Ribal lembra que, desde 2022, o setor de locação de veículos registra crescimento médio de 15% ao ano no Brasil, e hoje responde por 30% dos emplacamentos de veículos. Para ele, os números evidenciam a relevância econômica da atividade, que contribui diretamente para o desenvolvimento do Distrito Federal.

O presidente reeleito destaca que, com apoio da Fecomércio-DF, a última gestão foi pautada pela atuação institucional junto ao Executivo e ao Legislativo e na nas Convenções Coletivas de Trabalho (CCT), que dão mais segurança jurídica a empregadores e empresários.

“Fizemos uma gestão atenta aos anseios das empresas, atuando de forma propositiva para o fortalecimento do segmento e buscando melhoria no ambiente de negócios”, explicou o presidente.

Centros de Formação de Condutores de Veículos (Sindauto)
O Sindicato das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores do Distrito Federal (Sindauto-DF) inicia um novo ciclo com a eleição do empresário Marcus Viturino para a presidência. Ele assume o cargo no lugar de Joaquim Loiola, que permanece na diretoria como vice-presidente e prometem, juntos, lutar pelo fortalecimento institucional da categoria.

A nova gestão terá como um dos principais desafios os impactos provocados pela Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito, que dispensou a obrigatoriedade de aulas práticas nas autoescolas. Segundo Viturino, a medida afetou diretamente o setor no Distrito Federal, que reúne cerca de 140 autoescolas, levando inclusive à demissão de profissionais.

Outro ponto prioritário será atuação da categoria na comissão especial instalada no Congresso Nacional, que reavaliará regras da formação de condutores e da CNH. Segundo ele, uma das estratégias é buscar segurança jurídica para o segmento. Entre as estratégias está a tentativa de reverter a proposta que permite instrutores atuem como microempreendedores individuais (MEI) para ministrar aulas de forma autônoma.

Para o Sindauto-DF, a medida fragiliza o modelo atual e impacta a segurança no trânsito. “Entendemos que é fundamental a existência de uma empresa responsável. Senão, caso haja um problema com o instrutor, a quem o aluno vai recorrer?”, questiona Viturino.

Fonte: Fecomércio-DF