Da redação
O ex-meia Wesley Sneijder, que atuou pela Inter de Milão e pela seleção da Holanda, revelou ter recebido entre quatro e cinco mil mensagens ofensivas e ameaças de morte de argentinos. As mensagens surgiram após Sneijder manifestar apoio público ao atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid, em meio a uma acusação de racismo envolvendo Gianluca Prestianni, do Benfica, em partida da Champions League.
Sneijder relatou, durante participação em um programa de TV holandês, o impacto das ameaças: “Acho que recebi quatro ou cinco mil ameaças da Argentina nas minhas mensagens diretas porque dei minha opinião sobre o assunto. Sim, é verdade. Aqueles que me ameaçam também têm direito à sua opinião. Mas eu também tenho uma opinião baseada no que vejo”, afirmou.
O incidente ocorreu após Vinicius Júnior marcar um gol decisivo na partida. Durante a comemoração, o brasileiro denunciou ter sido chamado de “macaco” por Prestianni, o que foi reforçado por Kylian Mbappé, companheiro de equipe no Real, que disse ter ouvido o termo várias vezes. O árbitro François Letexier aplicou o protocolo antirracismo e a partida ficou interrompida por cerca de dez minutos.
O Real Madrid formalizou denúncia à Uefa, que abriu investigação por comportamento discriminatório, conforme o Artigo 14 do Regulamento Disciplinar, e suspendeu Prestianni provisoriamente por uma partida. O jogador argentino negou racismo, alegando ter usado outro termo, também ofensivo, mas não racial, conforme divulgado pela imprensa europeia.
O caso ganhou repercussão fora dos gramados. A CBF cobrou rigor nas investigações, autoridades portuguesas iniciaram apuração administrativa e diversas figuras do esporte manifestaram apoio a Vinicius Júnior. O episódio ressalta a polarização em torno do racismo no futebol e aguarda novas decisões disciplinares.






