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Sob Lula, endividamento das famílias chega a 80,2%, o maior da série histórica


Da redação

O percentual de famílias endividadas no Brasil atingiu 80,2% em fevereiro, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este é o maior índice já registrado na série histórica da pesquisa.

Em comparação com fevereiro de 2023, quando o percentual foi de 76,4%, houve aumento de 3,8 pontos percentuais. Na comparação com janeiro de 2024, a alta foi de 0,7 ponto percentual. O levantamento considera diversas modalidades de dívida, como cartão de crédito, cheque especial, carnês de loja, crédito consignado, empréstimos pessoais, cheques pré-datados e financiamentos de veículos e imóveis.

Apenas 19,7% dos entrevistados afirmaram não ter dívidas em fevereiro, abaixo dos 20,5% registrados no mês anterior. Além disso, a taxa de inadimplência, que representa famílias com dívidas em atraso, chegou a 29,6%, o maior patamar desde novembro de 2023. Já o percentual de famílias sem condições de quitar dívidas em atraso ficou em 12,6%, registrando leve recuo.

O aumento do endividamento ocorreu em todas as faixas de renda, sendo mais acentuado entre famílias com rendimentos acima de cinco salários mínimos. Nas famílias com até cinco salários, o índice chegou a 82,9%; entre quem recebe de cinco a dez salários, foi de 78,7%; e nas famílias com renda acima de dez salários, 69,3%.

O comprometimento de renda também permanece elevado: 56,1% das famílias destinam entre 11% e 50% dos ganhos ao pagamento de dívidas. A média geral de comprometimento da renda para esse fim ficou em 29,7% em fevereiro.