Da redação
O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou, em coletiva no Senado Federal, que o partido votará a favor da proposta sobre o fim da escala seis por um, mas vai defender, a partir de 2027, um modelo alternativo de jornada de trabalho apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). Cavalcante acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de explorar eleitoralmente o tema e descartou mudança de posição do partido, ressaltando que a bancada já havia apoiado o texto na Câmara.
Segundo Cavalcante, o texto defendido pelo PL diverge da proposta atualmente discutida no Congresso. Ele explicou que a proposta de emenda à Constituição apresentada por Marinho busca permitir que o trabalhador escolha entre o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo flexível, com remuneração proporcional às horas trabalhadas. O deputado afirmou: “A nossa PEC que nós queremos votar, em caso de os brasileiros confirmarem a eleição do presidente Flávio Bolsonaro no dia 25, para o próximo ano, é simples”.
Cavalcante declarou que deseja dar liberdade de escolha ao trabalhador sobre jornadas semanais de 40 ou 44 horas pela CLT ou sobre atuar menos dias, com pagamento proporcional. Ele disse: “O que nós queremos dar ao trabalhador é a liberdade de escolha que o PT não quer dar. O PT quer impor 40 horas. Nós queremos dar liberdade total”. O deputado também declarou que Lula só passou a defender o fim da escala seis por um após pressão da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma proposta sobre o tema.
A proposta chamada por Cavalcante de alternativa é a PEC 12/2026, apresentada por Marinho em maio. O texto sugere alterações constitucionais para permitir jornadas flexíveis, enquanto a proposta em discussão no Senado estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem diminuição de salário e prevê dois dias de descanso por semana, com implementação gradual.




