Da redação
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), acusou, em publicação no X na segunda-feira (2), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de usar recursos da saúde e da educação para equilibrar contas públicas e abrir espaço no Orçamento seguinte.
Cavalcante chamou a medida de inversão de prioridades e citou filas no Sistema Único de Saúde (SUS), crianças sem aula e professores desvalorizados. “Enquanto o povo espera meses na fila do SUS, enquanto crianças ficam sem aula e professores sem valorização”, escreveu Cavalcante.
A crítica ocorre em meio às discussões sobre o aperto fiscal previsto para 2027. O Orçamento enviado ao Congresso reserva R$ 272,2 bilhões à saúde e R$ 141,2 bilhões à educação. “Isso não é gestão. É mentira”, acrescentou Cavalcante.
A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, estima congelamento de ao menos R$ 35,7 bilhões em despesas em 2027. A equipe econômica discute remanejar pelo menos R$ 20 bilhões, economizar R$ 10 bilhões e contingenciar temporariamente despesas ou alterar cálculo do piso da saúde.




