Da redação
A Polícia Federal investiga ataques racistas sofridos pelo juiz Fábio Esteves, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a pedido do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Esteves, conselheiro do CNJ indicado pelo STF, foi alvo de ofensas durante evento virtual promovido pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Paraná (EJUD-TJPR). As mensagens criminosas começaram a ser postadas durante o Paraná Lilás e Apresentação do Programa Brasil Lilás, atingindo também a juíza auxiliar da presidência do STF, Franciele Pereira do Nascimento.
Em nota conjunta, CNJ e STF informaram que tomaram providências para identificar e punir os autores, bloqueando e registrando imediatamente os comentários, além de preservar as provas digitais. “Diligências imediatas foram adotadas perante a autoridade policial da Comarca de Loanda, incluindo solicitação de quebra de sigilo de dados junto aos provedores de internet para identificação e responsabilização dos autores”, diz o texto, presidido pelo ministro Edson Fachin. As instituições prestaram solidariedade aos juízes atacados e reafirmaram compromisso com a luta contra o racismo.
A Associação dos Magistrados do Distrito Federal (Amagis-DF) também manifestou repúdio aos ataques e defendeu rigor na apuração e punição dos envolvidos. Em nota, a entidade classificou as mensagens como incompatíveis com os valores do Estado Democrático de Direito e prejudiciais ao Judiciário.
O episódio reacende o debate sobre racismo nas instituições públicas e a necessidade de medidas efetivas para coibir práticas discriminatórias. O CNJ e o STF destacaram que o racismo fere os valores democráticos e a Constituição Federal de 1988, que preconiza a promoção do bem de todos, sem preconceitos de raça.
As investigações seguem para a célere identificação dos responsáveis, enquanto autoridades reforçam o combate ao racismo e a defesa dos direitos humanos no sistema de Justiça brasileiro.







