Da redação
O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgaram, neste sábado (21/3), uma nota de repúdio após ataques racistas direcionados ao conselheiro do CNJ e juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Fábio Esteves, e à juíza auxiliar da presidência do STF, Franciele Pereira do Nascimento.
Os ataques ocorreram durante a transmissão virtual do evento “Programa Paraná Lilás”, promovido pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Paraná (EJUD-TJPR), em 18 de março. Enquanto o juiz Fábio Esteves participava, comentários racistas surgiram no chat da transmissão, incluindo as frases “Como que tira esse pontinho preto da tela” e “esse veio da senzala”.
Na nota conjunta, STF e CNJ afirmaram: “É absolutamente intolerável que, no exercício de suas funções institucionais e em um espaço dedicado ao debate de políticas públicas e direitos fundamentais, sejam realizadas ofensas criminosas que tentam ferir a dignidade e a própria autoridade da Justiça brasileira”.
As instituições informaram que todas as providências legais e administrativas já estão em andamento. Os comentários ofensivos foram bloqueados, registrados e as provas digitais, preservadas para apuração criminal. Também foi solicitada à autoridade policial da Comarca de Loanda a quebra de sigilo de dados junto aos provedores de internet para identificar e responsabilizar os autores.
No encerramento da manifestação, STF e CNJ reforçaram que “o Poder Judiciário seguirá vigilante e firme no combate ao racismo estrutural, garantindo que este crime, imprescritível e inafiançável, seja enfrentado com todo o rigor da lei”.







