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STJD suspende Carrascal por três jogos e absolve Paulinho após Flamengo x Palmeiras


Da redação

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) definiu na quinta-feira punições decorrentes do jogo entre Palmeiras e Flamengo, realizado no Maracanã na última rodada. O meia Carrascal foi suspenso por três partidas, enquanto o técnico Leonardo Jardim foi absolvido. O Flamengo recebeu multas, e o atacante Paulinho, do Palmeiras, foi absolvido.

Carrascal foi expulso após atingir o rosto do zagueiro Murilo aos 20 minutos do primeiro tempo. O jogador respondeu por jogada violenta, conforme o artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Segundo o relator Gustavo Vaughn, apesar de não identificar intenção de agressão, o lance foi considerado imprudente, resultando na suspensão aumentada para três jogos.

A defesa do Flamengo argumentou que o lance foi acidental e pediu absolvição ou pena mínima, citando casos recentes avaliados como menos graves. Mesmo assim, predominou o entendimento dos auditores pelo agravamento da sanção devido ao histórico do atleta. Carrascal, com isso, desfalcará o Flamengo contra Coritiba, Chapecoense e São Paulo, e ainda sofreu punição interna do clube.

Já o técnico Leonardo Jardim foi julgado por críticas à arbitragem, após afirmar que “é muito fácil dar cartões vermelhos ao Flamengo” e que o árbitro “apita sempre para a mesma cor”. Em vídeo enviado ao tribunal, Jardim alegou uso de ironia diante de declarações do Palmeiras. Ele foi absolvido de forma unânime pela comissão julgadora.

O Flamengo foi multado em R$ 45 mil por objetos arremessados no gramado e por confusão após o gol de Paulinho. O massagista Fernando Munhoz foi suspenso por 30 dias e multado em R$ 15 mil, após a procuradoria alegar atitude ameaçadora contra a equipe de arbitragem. Munhoz negou ameaças de morte, afirmando apenas ter citado a pressão da torcida.

Paulinho, do Palmeiras, foi também julgado por suposta provocação durante sua comemoração do terceiro gol. O atleta se justificou, explicando que o gesto representava união entre torcidas de clubes nos quais atuou, e ressaltou não ter intenção de provocar. Foi absolvido por unanimidade pelo tribunal, posição endossada publicamente pela presidente do Palmeiras, Leila Pereira.