Da redação
Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, protocolou representação que pede abertura de investigação sobre possível desvio de emendas parlamentares. O documento cita identificação de indícios de irregularidades pela Polícia Federal e bloqueio de R$ 6 milhões atribuídos ao ex-deputado Eduardo Cunha.
Segundo a representação, Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, teria atuado com “pleno aval” da presidência da Câmara à época no pagamento das emendas vinculadas ao orçamento secreto. As mensagens analisadas, datadas a partir de 5 de setembro de 2025, indicam coordenação de distribuição de recursos em nome de parlamentares ou terceiros pela servidora.
O texto destaca mensagens apagadas por Tuca após o início das conversas e cita referências a pessoas como “tive ontem com o Arthur” e “o Hugo me ligou à noite”, que seriam, de acordo com a apuração, alusões ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e a Hugo Motta.
Furtado ressalta que parte do material analisado seria de 2025, já sob presidência de Motta, sugerindo permanência de canais informais de influência. Com base nos artigos 70 e 71 da Constituição, o procurador solicita que o Tribunal de Contas da União requisite documentos e registros eletrônicos à Câmara, ouça os envolvidos, apure eventual dano ao erário e envie o processo à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal caso haja repercussão penal.




