Da redação
O PSB espera filiar o senador Rodrigo Pacheco até a próxima quinta-feira, 2, visando lançá-lo como candidato do campo progressista ao governo de Minas Gerais, com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dirigentes do partido afirmam que o ingresso de Pacheco está 90% encaminhado, mas evitam confirmar o acerto final. Aliados do senador também demonstram otimismo e apontam que a filiação deve ocorrer “no mais tardar, até quarta-feira”.
Pacheco precisa definir sua filiação nesta semana, pois, para concorrer nas eleições deste ano, deve estar no partido escolhido até seis meses antes da votação, marcada para 4 de outubro. Sendo assim, o prazo final para a troca de legenda é 4 de abril. Nos últimos meses, o senador buscou uma sigla para disputar o governo estadual com o apoio de Lula, negociando com o União Brasil e o MDB.
Durante as articulações, Pacheco conseguiu nomear o deputado Rodrigo Castro à frente do União Brasil mineiro, anteriormente comandado por Marcelo Freitas, aliado de Mateus Simões e Romeu Zema. A manobra foi uma reação à filiação de Simões ao PSD, ação do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, vista como um movimento para enfraquecer o palanque de Lula em Minas.
Após suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e lideranças do União Brasil e PP, Pacheco intensificou conversas com o MDB, especialmente com setores ligados ao governo, como o ministro Renan Filho (Transporte). Contudo, há 15 dias, o senador comunicou ao MDB mineiro que não marcharia junto com o partido nas eleições.
No PSB, o avanço das negociações ficou evidente após jantar entre Pacheco e o presidente do partido, João Campos, na última semana. Na ocasião, o senador avalizou a filiação de seis ex-prefeitos de Minas, todos seus aliados, para disputar vagas à Câmara dos Deputados. O grupo, também cobiçado pelo MDB mineiro, anunciou a preferência pelo PSB.





