Da redação
A balança comercial brasileira registrou em março o superávit mais baixo para o mês em seis anos, conforme dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Em março, as exportações superaram as importações em US$ 6,405 bilhões, queda de 17,2% em comparação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 7,736 bilhões. O resultado é o menor para março desde 2020, início da pandemia de covid-19.
As exportações totalizaram US$ 31,603 bilhões, alta de 10% sobre março de 2025, enquanto as importações somaram US$ 25,199 bilhões, aumento de 20,1% na mesma base de comparação – maior valor de importação já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1989. O crescimento das importações foi puxado principalmente pelo aumento nas compras de veículos, que cresceram US$ 755,7 milhões em relação a março do ano passado.
No setor agropecuário, apesar do crescimento geral de 1,1%, as exportações de café despencaram 30,5%, com queda de US$ 437,1 milhões, devido à redução de 31% no volume exportado. Entre os destaques positivos, ganharam espaço produtos como animais vivos (+49,4%), algodão em bruto (+33,6%) e soja (+4,3%). Já na indústria extrativa, as exportações de óleos brutos de petróleo cresceram 70,4%, impulsionando o setor.
No acumulado do ano, o superávit comercial chegou a US$ 14,175 bilhões, alta de 47,6% em relação ao mesmo período de 2025. As exportações fecharam o trimestre em US$ 82,338 bilhões, aumento de 7,1%, e as importações, em US$ 68,163 bilhões, alta de 1,3%. Esse resultado é o terceiro maior já registrado para o período.
O Mdic atualizou a projeção de superávit para 2026, agora estimado em US$ 72,1 bilhões, crescimento de 5,9% sobre os US$ 68,1 bilhões de 2025. As exportações devem alcançar US$ 364,2 bilhões no ano, enquanto as importações projetadas são de US$ 280,2 bilhões. O recorde segue pertencendo a 2023, com saldo de US$ 98,9 bilhões.







