Da redação
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (19), recurso do acusado Khalid Sheikh Mohammed e de outros dois acusados para restabelecer acordo de culpabilidade anulado em julho de 2025. A decisão mantém o julgamento militar em Guantánamo, previsto para começar em junho de 2028.
Mohammed e os outros três acusados, Walid ben Attash, Mustafa al-Hawsawi e Ammar al Baluchi, também conhecido como Ali Abdul Aziz Ali, serão julgados por terrorismo e pela morte de cerca de 3.000 pessoas nos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York.
Os quatro estão entre os últimos detidos na base americana de Guantánamo, em Cuba, e nunca foram julgados. O processo ficou paralisado enquanto a Justiça avaliava se as torturas sofridas poderiam invalidar as provas reunidas pela acusação.
Em agosto, a Justiça Militar considerou inadmissíveis as confissões de Mohammed, inclusive declarações feitas a interrogadores em Guantánamo em 2007. Antes da transferência à base, em setembro de 2006, ele passou por prisões secretas da CIA na Polônia, onde sofreu tortura durante interrogatórios.




