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Surucucu-pico-de-jaca ameaçada tem seis filhotes no Instituto Butantan

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Da redação

A surucucu-pico-de-jaca, espécie rara da Mata Atlântica, teve seis filhotes nascidos no Instituto Butantan entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. O nascimento ocorreu em São Paulo e é considerado um marco para a preservação da Lachesis rhombeata, ameaçada pela perda de seu habitat.

A reprodução dessa serpente é considerada incomum em cativeiro, especialmente devido às especificidades do ambiente necessário para a espécie. Segundo especialistas do Butantan, o sucesso se deve a uma adaptação rigorosa das condições naturais do animal, fundamentais para garantir a sobrevivência dos filhotes.

A Lachesis rhombeata é classificada como vulnerável conforme critérios internacionais, principalmente por conta do desmatamento da Mata Atlântica. O avanço das áreas agrícolas e urbanas ameaça diretamente a população dessa serpente no ambiente silvestre. Por isso, esforços em cativeiro ganham relevância no contexto da conservação.

De acordo com a equipe de pesquisadores do Instituto Butantan, a chegada dos filhotes fortalece os estudos dedicados ao manejo e à reprodução da espécie. “Cada nascimento nos aproxima de estratégias mais eficazes de conservação e eventual reintrodução na natureza”, explicou um dos responsáveis pelo projeto.

Os filhotes receberam nomes inspirados no filme “O Agente Secreto”, conforme divulgou a instituição. A escolha busca chamar a atenção para a importância da conservação não só da surucucu-pico-de-jaca, mas também dos ecossistemas onde ela vive.

O Instituto Butantan destaca que a espécie ocorre principalmente nas áreas remanescentes da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do país. A reprodução inédita no local amplia as perspectivas para o futuro da população dessa serpente em ambiente controlado.