Da redação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta terça-feira, 2, em Rio Claro, que não é papel do Executivo estadual interferir em operações policiais. A declaração responde a críticas feitas por aliados políticos à Polícia Civil após uma ação na produtora do filme Darke Horse, relacionado a Jair Bolsonaro.
No contexto recente, a Polícia Civil realizou uma operação na produtora envolvida no longa-metragem que retrata o ex-presidente. A iniciativa gerou reação de apoiadores bolsonaristas, que questionaram a motivação e a condução da investigação. Tarcísio foi cobrado publicamente por integrantes desse grupo.
Em sua manifestação, Tarcísio defendeu a autonomia das forças de segurança. “Não cabe ao Executivo estadual interferir em operações policiais”, frisou o governador durante agenda pública. Ele ressaltou que a atuação policial segue critérios técnicos e que decisões sobre investigações cabem exclusivamente às autoridades competentes.
O governador procurou afastar qualquer possibilidade de ingerência política nas ações das polícias. Segundo ele, salvaguardar a independência dessas instituições é fundamental para o funcionamento do Estado democrático de direito. Tarcísio enfatizou que interferências podem comprometer a credibilidade e o profissionalismo das investigações.
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro criticaram abertamente a operação, associando-a a suposta perseguição política a produtores do filme. As postagens circularam nas redes sociais e pressionaram Tarcísio a se posicionar a respeito do episódio. Não há informações oficiais sobre o andamento do inquérito ou detalhes das diligências realizadas.
O filme Darke Horse tem sido citado em discussões políticas por abordar temas ligados ao governo Bolsonaro. A produtora alvo da operação ficou conhecida por outras produções de teor semelhante. As circunstâncias da investigação permanecem sob sigilo policial, conforme previsão legal.







