Início Política Tarcísio e Haddad antecipam disputa mais dura por SP e miram gestões...

Tarcísio e Haddad antecipam disputa mais dura por SP e miram gestões um do outro


Da redação

A disputa entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) pelo governo de São Paulo em 2024 promete ser mais acirrada do que em 2022, segundo aliados dos pré-candidatos. Diferente do pleito anterior, marcado pela polarização entre petistas e bolsonaristas, este ano ambos deverão defender suas próprias gestões – Tarcísio no governo paulista e Haddad no Ministério da Fazenda – e abordar polêmicas das administrações adversárias.

Haddad adotou tom mais crítico em entrevistas recentes, citando Tarcísio, que reagiu às provocações. Em 13 de março, o ministro afirmou pela primeira vez que participará das eleições, durante entrevista ao Opera Mundi, mas não confirmou se disputará o governo estadual. Em 27 de fevereiro, no Flow Podcast, Haddad dividiu a responsabilidade pelo aumento de impostos com os governadores, citando Tarcísio e a “taxa das blusinhas” – imposto de 20% para compras internacionais de até US$ 50, implementado em 2024.

No dia 3 de março, em entrevista à Rádio Nacional, Haddad voltou a criticar Tarcísio, citando insatisfação entre magistério e polícia: “Não se fala do governo, não se fala de realização, não se fala de nada”, afirmou. Tarcísio reagiu no dia 11, durante evento no Metrô: “A mídia sempre é crítica. O que eu posso fazer se ele [Haddad] aumentou um imposto a cada 30 dias?”, retrucou o governador.

Aliados dos dois lados afirmam que a disputa seguirá propositiva, debatendo problemas e soluções para o estado, mas admitem que temas nacionais e a polarização devem influenciar a eleição. Pesquisa Datafolha divulgada na última semana mostra Tarcísio liderando com 44% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Haddad.

Em 2022, Tarcísio venceu o segundo turno com 55,3% dos votos, contra 44,7% de Haddad. Apesar de ataques trocados durante a campanha passada, ambos chegaram a atuar juntos no início dos atuais mandatos, mas voltaram ao confronto, pressionados pelos cenários político e partidário.