Da redação
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) trocaram acusações no último debate entre candidatos ao Governo de São Paulo antes do primeiro turno, promovido pela TV Globo. O encontro foi marcado por discussões sobre temas estaduais, questões nacionais e trocas de críticas pessoais.
Durante o debate, Haddad questionou Tarcísio por pedir votos para familiares de Milton Leite (União Brasil), preso em operação sobre suspeita de envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) com o transporte coletivo; Tarcísio negou influência da família Leite em seu governo. O governador, por sua vez, acusou Haddad de subir em palanque com liderança do PCC na Favela do Moinho. Em temas de saúde, Haddad criticou o aumento de filas do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo e responsabilizou o governo Jair Bolsonaro pela situação após a pandemia. Tarcísio rebateu dizendo que Haddad descumpriu nove de dez metas da saúde como prefeito, citando avaliação negativa de 80%.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24) aponta Tarcísio com 50% das intenções de voto e Haddad com 30%, indicando possibilidade de vitória no primeiro turno. Na economia, Tarcísio mencionou casos de recuperação judicial de grandes empresas como Casas Bahia e Tok&Stok e criticou Haddad por defender empresários; Haddad respondeu que criminosos “que paguem pelo que fizeram”. O petista também defendeu a reforma tributária e criticou o ex-ministro Paulo Guedes, enquanto Tarcísio atacou o arcabouço fiscal, qualificando-o como “negacionismo fiscal”.
Ao abordar educação, Haddad citou queda no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de São Paulo; Tarcísio respondeu destacando resultados positivos no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) e recebeu o selo ouro do Ministério da Educação. Haddad afirmou não se lembrar da premiação. Em temas de direitos das crianças atípicas, Haddad acusou o governador de cortar profissionais de apoio nas escolas, o que Tarcísio negou, prometendo ampliar serviços especializados.
Na reta final, Haddad criticou Flávio Bolsonaro (PL), adversário do PT na eleição presidencial, e mencionou o caso “Dark Horse” e a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, investigado no caso do INSS. Tarcísio afirmou que o presidente argentino Javier Milei enfrentava cenário difícil e elogiou sua estratégia de ajuste fiscal.



