Da redação
O Tribunal de Contas da União (TCU) ainda não definiu se irá investigar a presença de políticos e autoridades em festas promovidas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em Trancoso, Bahia. O relator do caso, ministro Jorge Oliveira, segue analisando o alcance da representação recebida para definir se a matéria será apreciada pelo tribunal.
A apuração começou após representação do Ministério Público junto ao TCU, protocolada em 29 de janeiro, solicitando a identificação de procuradores, magistrados e autoridades que teriam participado dos eventos, chamados de “Cine Trancoso”. O MP também pediu verificação de possível envolvimento de órgãos federais no financiamento ou promoção das festas.
O documento ressalta a necessidade de apurar se recursos de instituições públicas como Banco do Brasil, BNDES e Banco Regional de Brasília (BRB) foram usados nos eventos. Em 6 de fevereiro de 2024, a Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos) recomendou o arquivamento da apuração, justificando a ausência de indícios de irregularidades no âmbito de competência do TCU.
O TCU é responsável pelo controle externo da administração federal, fiscalizando contas públicas, contratos, licitações e repasses de recursos. A atuação do tribunal exige a comprovação de uso irregular de recursos ou bens públicos para que haja justificativa para investigação.
O caso está em análise pelo ministro relator, que pode seguir o parecer técnico e arquivar ou pedir mais informações, o que pode levar a discussão ao plenário. Ainda não há decisão nem data prevista para uma definição. Segundo apuração da Folha, as festas promovidas por Vorcaro ocorreram também em Nova York, Lisboa e São Paulo, com presença de políticos de diversos partidos e executivos de bancos e fundos, sempre em eventos suntuosos e destinados a um grupo restrito.






