Da redação
A Organização das Nações Unidas aponta que o mundo enfrenta uma crise alimentar, caracterizada pela coexistência da fome e do desperdício de alimentos. Segundo dados da entidade, aproximadamente um bilhão de toneladas de alimentos, cerca de vinte por cento do total produzido para consumo, são desperdiçados anualmente em âmbito global.
Conforme a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o prejuízo econômico causado pelo desperdício de alimentos chega a quatrocentos bilhões de dólares. O órgão também destaca que treze vírgula dois por cento dos alimentos são perdidos antes mesmo de chegarem às prateleiras dos mercados, o que impacta negativamente o setor agrícola e toda a cadeia de suprimentos. Ainda segundo a FAO, aproximadamente sessenta por cento desse desperdício ocorre nos lares.
Para enfrentar o problema, a FAO e a Agência Internacional de Energia Atômica desenvolveram o Centro Conjunto FAO/Aiea, que utiliza técnicas como irradiação nuclear para aumentar a validade dos alimentos, eliminando microrganismos e prolongando o frescor dos produtos. Outros métodos empregados incluem testes laboratoriais isotópicos para detecção rápida de resíduos de pesticidas e toxinas, além do incentivo ao cultivo de plantas mais resistentes ao clima e ao controle de pragas, por meio da indução de mutações por radiação e da Técnica do Inseto Estéril.
A irradiação de alimentos consiste em expor produtos a doses controladas de radiação ionizante, como raios gama, raios X ou feixes de elétrons, processo que elimina patógenos e desacelera a deterioração, sem alterar sabor ou tornar os alimentos radioativos. Iniciativas como a Atoms4Food aplicam essas tecnologias para reforçar segurança alimentar e otimizar o comércio internacional.




