“Temos que nos livrar da doença corruptiva dentro dos poderes públicos”, diz Pepa

Da redação do Conectado ao Poder

O suplente de deputado e candidato a deputado distrital Pepa (PP), foi entrevistado no Programa Conectado ao Poder, da TV Cultura, pelo jornalista Sandro Gianelli, e mostrou sua admiração pela Via Sacra de Planaltina, pontuando os trabalhos executados dentro do grupo, falou da política dentro da igreja católica, além de citar suas ações pela comunidade, sua entrada na política, dizer qual será seu foco na CLDF e avaliar o governo Ibaneis (MDB) e o governo Bolsonaro (PL).

A Via Sacra de Planaltina está em que posição entre as maiores do país?

Eu a coloco na 1ª posição, porque a de Nova Jerusalém, em Pernambuco, é feita por atores globais e existe toda uma exploração em cima da encenação, é um espetáculo e no nosso caso, em Planaltina, é feito pela comunidade, principalmente pela comunidade paroquial, temos 1.400 membros, de acordo com o estatuto. Desse número, 1.100 são atores e figurantes, 300 vão para a parte técnica de todo o processo

Como foi a sua entrada na Via Sacra?

A minha história dentro do grupo começou pela parte cenográfica. Eu fui o Lázaro na encenação de Domingo de Ramos por muito tempo e no morro, eu fiz o mendigo, mas a minha trajetória começou mesmo no processo cenográfico, em novembro de 1988, então são 34 anos dentro do grupo Via Sacra.

O que te marca a partir das experiências vividas?

Eu conheci a minha esposa e trouxe uma formação de jovens, que foi uma das metas pela qual eu entrei, além de evangelizar. Uma média de 600 jovens passou por mim. Eu passei por várias fases da Via Sacra. Estou lá até hoje, minha família participa e ali, na verdade, é uma nova família.

Como é a força da igreja católica na Região Norte?

O segmento religioso na nossa região é forte por todos os movimentos.

Por que em termos políticos a igreja católica se ausenta?

A igreja católica participa, só que é mais reservada quanto à questão de adotar um deputado. O cristão evangélico vai para cima e muitas vezes mostra a necessidade da igreja ter um deputado. Embora isso ocorra, dentro da católica há mudanças. O Dom Paulo é a favor da participação do leigo na política, mas a partir do momento em que ele entra no meio, ele não pode largar sua função na igreja e o que muitos fazem é o contrário. Você não pode usar a igreja para chegar na política e depois abandonar. O trabalho tem que continuar.

Você se sente bem com essa situação?

Sim, porque na minha linha eu sempre fui de servir. Estou sempre dando suporte às paróquias, às capelas, às igrejas independentes. Eu entendo que se está fazendo bem, estamos prontos para servir, e eu sempre busquei isso, desde quando eu fui gerente de cultura, subsecretário de cultura. Temos trabalhado muito também na área de esporte, na área social, então temos buscado estar presentes na sociedade.

Você acredita servir mais em que ramo?

Eu sempre procurei administrar bem todas as áreas. A parte esportiva me abraçou em Planaltina durante a minha vida e eu abracei de volta. Nós acompanhamos cinco escolinhas, dando suporte.

Em que ano você entrou na política?

Como candidato, eu entrei em 2014.

Se você for eleito, qual é o seu foco na Câmara Legislativa?

Nós precisamos fortalecer muito as instituições sociais, porque isso lá na ponta vai fazer um trabalho que o governo não faz. Com isso, há um trabalho em todos os segmentos: social, esportivo, cultural, empreendedorismo, geração de emprego e formação de jovens. O recurso que um deputado distrital tem dá para fazer muita coisa, além de ajudar no desenvolvimento educacional e na saúde, por exemplo.

Como você avalia o governo de Ibaneis?

Eu dou 9.

Confira a entrevista: