Da redação
A forte chuva que atingiu São Paulo e a região metropolitana nesta segunda-feira (16), durante o Carnaval, deixou 67 mil domicílios sem energia elétrica, segundo dados mais recentes. Só na capital paulista, 53,7 mil clientes ficaram às escuras às 18h39, equivalendo a 0,9% dos atendidos pela Enel. Já em Taboão da Serra, 10,2 mil residências, ou 8,3% do total, estão sem luz, percentual mais alto entre os municípios afetados.
Até a publicação desta reportagem, a Enel, responsável pelo fornecimento, não se pronunciou sobre o ocorrido. No início da tarde, a Defesa Civil emitiu alerta para chuvas na capital, que está em estado de atenção desde 16h30. Conforme o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), há pelo menos quatro pontos de alagamento na cidade, sendo dois deles intransitáveis—na avenida Benedito Andrade (Pirituba/Jaraguá) e na avenida Jules Rimet (Butantã). Outras vias, como a avenida Cruzeiro do Sul e a Marginal Tietê, também registram transtornos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, entre 16h e 17h30, foram registradas 20 ocorrências de quedas de árvores e duas de enchentes. No fim de 2023, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) já havia previsto novos cortes de energia neste período chuvoso e criticou a atuação da Enel, afirmando: “A gente sabe que eles não têm gente [suficiente]”.
Desde dezembro, Nunes pressiona a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pelo rompimento do contrato da Enel, após um apagão que deixou mais de dois milhões de clientes sem luz. Documentos enviados pela prefeitura ao TCU apuram falhas da empresa.
Em fevereiro, a Aneel classificou o desempenho da Enel como insatisfatório diante das falhas no serviço em 2023. O relatório pode destravar o processo de rescisão contratual da empresa em São Paulo.








