“Tenho o compromisso de não ser candidato de novo a deputado distrital em 2026”, diz Eduardo Pedrosa

Da redação do Conectado ao Poder

O deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil), que tenta a reeleição, foi entrevistado no programa Conectado ao Poder, da TV Cultura, pelo jornalista Sandro Gianelli, e falou do empreendedorismo como foco de seu mandato, disse de suas realizações na Câmara Legislativa, deu uma avaliação para o seu trabalho, além de falar sobre suas ações na saúde e no esporte.

Em seu mandato, o principal foco foi realmente no empreendedorismo?

Sim, foi. Nós trabalhamos bastante voltados para a capacitação profissional, destinei grande parte das minhas emendas para isso, porque a gente entra na casa das pessoas e temos visto muitas pessoas passando dificuldades e elas querem a oportunidade de trabalhar.

Do que você mais sente orgulho em ter feito na Câmara?

Eu me orgulho de ter feito um mandato com busca de eficiência. Eu fui empresário antes de ser político e quando a gente está em uma empresa, a gente precisa reduzir os custos e maximizar os resultados e quando você consegue encontrar esse meio caminho, é porque você está trabalhando bem e vai aumentar a lucratividade do negócio. Quando a gente tá falando da política, esse lucro é o serviço prestado para a sociedade, com o custo que você tem para a sociedade. Eu entendo que nós deputados temos que ter essa visão. Eu consegui ser o deputado que mais aprovou lei na legislatura, consegui várias obras para várias comunidades.

Quantas leis foram aprovadas?

50 leis nas mais diversas áreas, em grande parte propostas que vieram da comunidade e isso é muito especial, porque às vezes a gente vê políticos fazendo leis aleatoriamente e vira aquela bagunça. A gente chegou pra tentar fazer uma revogação de leis antigas, que são vigentes e não têm benefícios práticos para a sociedade, e via coisas absurdas.

Quais foram os conteúdos mais absurdos com os quais você se deparou?

Existe uma lei no DF que todo caminhão tem que ter como buzina uma música, eu estou tentando revogar isso. Tem uma que obriga a plantar árvores em lugares específicos da orla do lago, sendo que não tem estudo nenhum, então é completamente inconstitucional, porque tem que ter um programa de governo e não lei para isso.

Como você se sente vendo esse tipo de execução?

É muito preocupante, porque a gente tem tantos problemas graves no DF e estamos discutindo coisas simples.

Como você avalia a sua gestão na CLDF?

Eu fiz uma análise das coisas que a gente realizou e a gente pode fazer muito mais. Ao longo do mandato a gente vai aprendendo muitas coisas, a pandemia mudou o nosso trabalho. Eu não sou um político que quer criar raiz em uma cadeira, então tenho o compromisso de não ser candidato de novo a deputado distrital em 2026, porque eu não concordo com várias reeleições, temos que oxigenar e quem entrega resultados tem espaço para subir.

O que você gostaria de fazer em um próximo mandato?

Eu quero trabalhar muito para que a gente consiga criar mais programas para jovens, porque eu tenho visto o jovem muito abandonado. A gente precisa ampliar os programas de oportunidade ao primeiro emprego, levei algumas sugestões para a Secretaria de Economia, quero trabalhar muito pelas pessoas com doenças raras, estamos defendendo a construção do Hospital de Doenças Raras, que a gente já conseguiu com a Secretaria o terreno atrás do hospital de apoio e agora eu quero conseguir captar os recursos para a gente conseguir, de fato, ter uma unidade para quem tem fibromialgia, lúpus, esclerose múltipla, com tratamento e acompanhamento especializado.

Quanto é necessário para a obra do hospital?

De R$ 18 a R$ 20 milhões. É totalmente possível e é fundamental, em virtude da quantidade de gente que tem no DF precisando desse atendimento.

Quais são outras visualizações para a saúde?

Temos que buscar a valorização dos servidores de diversas categorias. Nós temos especialidades que a gente vê que, com o tempo, ficaram para trás e a gente precisa trazer isso a um patamar real, fazendo um alinhamento. Precisamos avançar para colocarmos uma boa expectativa para todos os servidores da saúde.

Em relação ao esporte, como você pensa e trabalha?

Eu acho que o mais importante é a gente conseguir trabalhar desde os pequenos projetos aos maiores. Nós abraçamos recentemente o rugby em cadeira de rodas, temos um time que é uma das referências nacionais e estamos desenvolvendo um projeto para aumentar o programa, com uso de emenda parlamentar, para aquisição de equipamentos e para que eles possam participar de competições.

Confira a entrevista: