Da redação
México e Estados Unidos trocaram acusações após a morte de dois agentes americanos em um acidente automobilístico no domingo, que também matou dois policiais de Chihuahua. O episódio ocorreu após uma operação para desmantelar seis laboratórios de drogas sintéticas no estado de Chihuahua. Segundo o promotor César Jáuregui, os americanos eram “oficiais instrutores da embaixada dos Estados Unidos” e ministravam um curso sobre uso de drones antes do acidente, tendo pedido para retornar junto à caravana da polícia estadual.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta semana que não havia autorização oficial para a participação dos agentes na operação, contrariando leis nacionais de segurança reforçadas em 2020 para limitar a atividade de estrangeiros no país. “Revisamos a comunicação às autoridades competentes e não houve informação sobre a participação dessas pessoas”, declarou Sheinbaum.
O Exército mexicano também participou da destruição dos laboratórios clandestinos, mas desconhecia a presença dos agentes americanos, segundo a presidente. Relatos de imprensa dos EUA dizem que os agentes seriam da CIA, informação que Sheinbaum não confirmou. Ela ainda afirmou que dialogará com a governadora de Chihuahua, María Eugenia Campos, do Partido Ação Nacional (PAN).
A Casa Branca, por meio da porta-voz Karoline Leavitt, cobrou do México demonstração de simpatia pelas mortes dos americanos. “Um pouco de simpatia por parte de Claudia Sheinbaum seria bem-vinda após a perda dessas duas vidas americanas, levando em conta tudo o que os Estados Unidos estão fazendo atualmente para conter o narcotráfico no México”, disse Leavitt à Fox News.
Desde janeiro de 2025, o presidente Donald Trump tem pressionado o México, ameaçando impor tarifas caso o país não contenha o tráfico de drogas e migrantes. Em 2025, o Congresso mexicano aprovou mudanças para endurecer penas contra espionagem estrangeira, medida impulsionada pelo governo Sheinbaum.






