Da redação
Entre os 1.399 réus responsabilizados por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, 179 permanecem presos. O dado faz parte de relatório divulgado ontem pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), três anos após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília e São Paulo.
Das prisões, 114 são em regime fechado, após o trânsito em julgado das condenações, ou seja, sem possibilidade de novos recursos. Outras 15 são preventivas, como a de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado, mas ainda pode recorrer.
Cinquenta dos réus cumprem prisão domiciliar, entre eles o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, autorizado devido a questões de saúde. Desses, apenas 15 já possuem condenação definitiva.
O STF apontou que 29 dos condenados integram os núcleos principais da organização criminosa que tentou um golpe de Estado entre 2022 e 2023. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado como líder desse grupo, que atuou para mantê-lo no poder após as eleições. Até o momento, 391 pessoas já foram condenadas por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Durante evento no STF em memória da data, o presidente da Corte, Edson Fachin, destacou a importância de preservar o ocorrido e elogiou a atuação de Alexandre de Moraes. “O Estado de Direito democrático está em crise no mundo contemporâneo. É preciso resistir”, afirmou Fachin.






