Da redação
Após anunciar que cumprirá seu mandato até o fim, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), deixou fora do radar a possibilidade de integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como vice em 2026. Diante disso, a coordenação da pré-campanha avalia os nomes da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) para o posto, mas a decisão só será tomada próximo às convenções partidárias, em julho.
Os aliados de Flávio Bolsonaro estão divididos sobre quem deveria ser o vice. Enquanto parte do grupo preferia Ratinho, a exclusão do paranaense abriu espaço para Tereza Cristina, defendida pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e para Zema, apontado como favorito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme interlocutores. Ambos têm vantagens e restrições internas para a composição.
Zema é considerado estrategicamente relevante por representar Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, onde Bolsonaro foi derrotado por Lula (PT) em 2022 por uma diferença de 0,4 ponto percentual. No entanto, pesquisas internas não confirmaram se o apoio de Zema seria decisivo. A força do ex-governador também foi questionada após o candidato por ele apoiado ficar em terceiro lugar na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2024.
No caso de Tereza Cristina, ela desponta como nome de preferência do centrão e com potencial de ampliar o eleitorado feminino e do agronegócio, setores considerados estratégicos. Entretanto, sua candidatura depende de uma coligação com União Brasil e PP e enfrenta resistência de aliados que argumentam que, por sua origem em Mato Grosso do Sul, seu impacto eleitoral seria limitado.
Raquel Lyra (PSD), governadora de Pernambuco, chegou a ser considerada para a vice, como forma de fortalecer o desempenho no Nordeste, mas decidiu buscar a reeleição. Outros nomes femininos da região seguem em avaliação pela campanha de Flávio Bolsonaro.





