Da redação
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou, nesta terça-feira (27), que disputará a presidência do Senado, horas após a federação formada por União Brasil e PP anunciar apoio à recondução de Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa. A decisão desagradou parlamentares das duas siglas.
Em nota nas redes sociais, Cristina, ex-ministra da Agricultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que o voto é “livre, soberano e secreto” e que senadores eleitos e reeleitos têm direito de expressar a própria vontade e a dos eleitores que representam.
Em fevereiro de 2027, ocorrerá a eleição, com voto secreto. Alcolumbre busca apoio entre senadores e bancadas. O PL pretende lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN); terá 28 senadores, a maior bancada, e apoio de bolsonaristas de outras siglas contrários à recondução.
Bolsonaristas contestam Alcolumbre, que não pretende avançar processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Cristina tem interesse na disputa desde o início do ano e era opção do PL caso Marinho fosse indicado a ministério em eventual governo de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, derrotado.



