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Tesouro Reserva permite investimento a partir de R$ 1 com rendimento diário atrelado à Selic

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Da redação

O Tesouro Reserva, novo título público federal, foi lançado nesta segunda-feira, 11, pelo governo, que busca estimular a poupança e atrair pequenos investidores. Inicialmente, apenas clientes do Banco do Brasil podem acessar o produto, que oferece rendimento diário conforme a Selic, liquidez imediata, e aplicação a partir de R$ 1.

A proposta é competir diretamente com alternativas populares de bancos e fintechs, como poupança, CDBs e “caixinhas” digitais. De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, o objetivo é tornar a experiência de investir em títulos públicos mais similar à dos aplicativos bancários, fortalecendo o acesso da população a produtos financeiros seguros.

O Tesouro Reserva se diferencia dos outros títulos do Tesouro Direto por não ter a “marcação a mercado”, evitando oscilações negativas visíveis no extrato do investidor. O rendimento acompanha a Selic, atualmente em 14,5% ao ano. Simulações do Tesouro indicam que, nos últimos 12 meses, a poupança rendeu 7,53%, valor inferior ao potencial do novo título.

O investimento pode ser feito e resgatado a qualquer momento, inclusive em fins de semana e feriados, por meio de negociação 24 horas e movimentação via Pix. O limite individual é de R$ 500 mil, visando atrair quem ainda não investe ou deixa recursos parados na conta corrente. Operações de até R$ 10 mil são isentas da taxa de custódia da B3.

O Tesouro Reserva se destaca pela facilidade de acesso e rendimento, mas, ao contrário da poupança, tem cobrança de Imposto de Renda sobre os lucros, seguindo tabela regressiva, e Imposto sobre Operações Financeiras para resgates nos primeiros 30 dias. Investimentos privados bancários, como CDBs, LCIs e LCAs, também concorrem com o novo título, normalmente com regras de resgate mais rígidas.

Segundo o Tesouro Nacional, a intenção é alavancar o número de investidores pessoa física, que hoje soma cerca de 3,4 milhões em títulos públicos. A meta oficial é ultrapassar 10 milhões de aplicadores nos próximos anos, focando na simplicidade, baixo valor inicial e liquidez ampliada da nova plataforma.