Da redação
A eliminação da Alemanha para o Paraguai na Copa do Mundo de 2026 reaqueceu o debate sobre o histórico da seleção no torneio. Horas após a derrota, o The Athletic, veículo esportivo do grupo The New York Times, publicou artigo defendendo que a Alemanha pode ser considerada a maior seleção da história dos Mundiais, superando o Brasil, sob argumento de regularidade.
Segundo o jornalista Matt Slater, autor do artigo, a Alemanha construiu um retrospecto difícil de igualar, com destaque para a sequência entre 2002 e 2014, quando foi segunda colocada, depois terceira em duas edições e conquistou o título ao vencer a Argentina em 2014. Slater lembra que a conquista do tetracampeonato ocorreu dias após a vitória sobre o Brasil por 7 a 1, em Belo Horizonte.
Para embasar a tese, o artigo destaca que a Alemanha possui quatro títulos, quatro vices e quatro terceiros lugares, totalizando 12 presenças no pódio — três a mais que qualquer outra seleção. Segundo o jornalista, esse desempenho reflete altos e baixos superiores aos das demais seleções. O texto pondera, porém, que o Brasil mantém cinco títulos e presença em todas as edições do torneio, fato valorizado por historiadores do futebol.
O artigo ainda rememora a crise após a Copa do Mundo de 1998, que levou a Federação Alemã a reorganizar as categorias de base e investir na formação de novos atletas. O processo revelou nomes como Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger, Thomas Müller, Manuel Neuer e Toni Kroos, pilares do título em 2014. Slater sugere que a seleção pode se reconstruir novamente após a eliminação recente.




