Da redação
O brasileiro Thiago Brito, faixa-preta de jiu-jítsu e professor da modalidade, foi preso pela polícia de imigração dos Estados Unidos (ICE) no Aeroporto Internacional da Filadélfia. Na ocasião, ele embarcava para Orlando, Flórida, para acompanhar o Pan Kids, campeonato internacional da modalidade com participação de seus alunos.
A detenção gerou mobilização entre crianças e adolescentes que treinam com Brito, com campanhas online para pedir sua soltura. Alunos enviaram cartas e desenhos em apoio ao professor, enquanto familiares e responsáveis compartilharam depoimentos e iniciaram uma campanha de arrecadação para custear a defesa. Até a tarde de uma segunda-feira (3), as doações ultrapassavam US$ 28 mil.
Segundo integrantes da família, Brito reside há dez anos nos Estados Unidos, trabalhando como treinador após convite, e entrou no país com visto de turista, cuja permanência máxima é de seis meses. Familiares informam que tentativas de regularizar a situação migratória foram negadas. De acordo com a rede CBS, operações do ICE nos aeroportos passaram a ocorrer também em voos internos, reforçando a fiscalização de imigrantes, inclusive aqueles sem processos criminais.
Após a prisão, o brasileiro foi levado primeiro ao FDC Filadélfia, centro de detenção federal, e em seguida transferido para o presídio de Moshannon Valley, que abriga apenas imigrantes e onde outros dezessete brasileiros também estão detidos. Conforme dados do programa Aqui é Brasil, desde 2025, quase cinco mil brasileiros retornaram deportados dos Estados Unidos, a maior parte homens de 18 a 49 anos que se direcionam sobretudo a Minas Gerais, São Paulo e Rondônia.





