Da redação
O presidente da CPMI que investiga fraudes no INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou nesta quinta-feira, 26, a concessão de mais um habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão autorizou o deputado estadual do Maranhão, Edson Araújo, a não comparecer à comissão parlamentar mista de inquérito.
Carlos Viana afirmou que a medida do STF se soma a outras decisões semelhantes em benefício de investigados. Segundo ele, essa situação dificulta os trabalhos da CPMI, ao permitir que envolvidos se ausentem dos depoimentos.
“Todo mundo escorado em habeas corpus”, declarou Viana, ressaltando seu descontentamento com as determinações judiciais que, na sua avaliação, favorecem quem deveria contribuir para as apurações.
A decisão do STF reforça um padrão observado durante a investigação, em que suspeitos de envolvimento em fraudes no INSS têm recorrido ao Supremo para evitar comparecimento à comissão.
O senador reforçou a necessidade de cooperação dos convocados para esclarecer os fatos investigados e cobrou mudanças para impedir que os trabalhos da CPMI sejam prejudicados por decisões judiciais reiteradas.






